Como administrar bem a temporada de rinites e sinusites trazida pelo frio

Está aberta a temporada de narizes entupidos, coriza, dificuldades respiratórias, pacotes de lencinho na mochila e muita necessidade de informação para encontrar bem-estar nas condições mais severas trazidas pelas estações frias.

Otorrinolaringologistas explicam as principais características das doenças respiratórias mais comuns e oferecem dicas preciosas para passar bem pelo período mais frio do ano.

Rinites

Alérgicas ou não alérgicas, as rinites atormentam o cotidiano das pessoas que convivem com essa condição e, muitas vezes, atrapalham até o convívio social, em função dos seus sintomas: “Obstrução nasal, coriza, espirros e coceira, que ocorrem juntos ou isolados, em maior ou menor intensidade e frequência”, resume a Dra. Maura Neves, otorrinolaringologista pela USP.

Ela explica que esses sintomas podem variar de acordo com a causa da rinite. “A rinite é uma inflamação do nariz. Pode ser alérgica, causada por reatividade do sistema imunológico a determinadas substâncias, ou não alérgica, cujas causas podem ser hormonais, medicamentosas ou vasomotoras”, diz.

Em qualquer um dos casos, o incômodo é razoável e tende a piorar durante o Outono e o Inverno, como enfatiza a Dra. Roberta Pilla, médica otorrinolaringologista membro da ABORL-CCF. Ela frisa a informação de que o frio, atrelado à baixa umidade, gera uma condição propícia para a sobrevida e transmissão de vírus, além de favorecer o ressecamento das vias respiratórias. “Isso torna o organismo mais suscetível à contaminação de microrganismos. Além disso, os locais ficam mais fechados, sem ventilação, facilitando a propagação de vírus pela aglomeração de pessoas”, acrescenta.

Sinusite

Essa condição climática também “favorece” o aumento de casos de sinusite. Diferente das rinites, a sinusite tem como causa uma infecção por vírus ou bactéria. Como explica a Dra. Roberta, essa infecção atinge os seios da face, que são cavidades cheias de ar no interior dos ossos ao lado do nariz ou nas maçãs do rosto, provocando sintomas inconvenientes, como dor de cabeça, sensação de peso no rosto, especialmente na testa e nas maçãs do rosto, congestão nasal, secreção nasal espessa e amarelada ou esverdeada, redução do olfato, dor nos dentes superiores e febre, em alguns casos. “A sinusite, então, é uma inflamação do revestimento interno desses seios também chamados de paranasais, causada por vírus ou bactérias, nos quadros agudos”, detalha a especialista.

Uma outra condição possível, segundo ela, é a sinusite crônica, que causa uma inflamação mais persistente, podendo chegar a mais de 12 semanas, estimulada também por bactérias ou mesmo por questões alérgicas ou problemas anatômicos nasais.

Rinossinusite

Também conhecida como inflamação nasossinusal, é uma condição médica otorrinolaringológica comum, que envolve a inflamação tanto da mucosa nasal quanto dos seios paranasais. Ela pode ser dividida em dois tipos principais: rinossinusite aguda e rinossinusite crônica, de acordo com a Dra. Carla Falsete, otorrinolaringologista geral e pediátrica, pela ABORL-CCF.

“A rinossinusite aguda é caracterizada por uma inflamação aguda e temporária da mucosa nasal e dos seios paranasais, geralmente como resultado de uma infecção viral ou bacteriana. Os sintomas incluem congestão nasal, dor facial ou de cabeça, secreção nasal espessa, febre, fadiga e diminuição do olfato”, enumera a especialista, ao comparar com a versão crônica, que traz basicamente os mesmos sintomas, mas dura pelo menos 12 semanas e pode apresentar também gotejamento pós-nasal, tosse crônica, sensação de pressão facial, mau hálito e diminuição do olfato.

Dra. Carla alerta que o diagnóstico da rinossinusite é realizado com base na avaliação clínica dos sintomas e em exames complementares, quando necessários, como nasofibrolaringoscopia, tomografia computadorizada e exames laboratoriais.

A interferência do frio nas doenças respiratórias

Experiente no tratamento cotidiano dessas condições, a Dra. Maura Neves lembra que trata-se de uma época de maior circulação de vírus, poluentes e alérgenos. “Associado a isso, o frio ainda faz com que busquemos locais fechados e, assim, aumentamos a possibilidade de contágio com essas doenças infecciosas”, observa.

Dra. Carla Falsete lembra a influência sazonal das alergias. “No outono, por exemplo, há maior presença de ácaros e fungos, o que pode desencadear ou agravar os sintomas alérgicos. Além disso, o sistema imunológico pode ser afetado negativamente pelo clima”, complementa.

As melhores dicas de especialistas para lidar com as doenças respiratórias do frio

Dra. Maura Neves, Dra. Roberta Pilla e Dra. Carla Falsete reuniram suas principais recomendações para passar bem durante os próximos meses:

  1. Lavagem nasal com solução salina ao menos 2x ao dia

É uma das melhores medidas preventivas e terapêuticas para quadros de rinite e sinusite. Remove tanto as partículas que podem desencadear as rinites, quanto microrganismos que possam determinar infecções, além de remover as secreções que pioram a obstrução nasal.

  1. Distância de irritantes nasais
    É importante identificar os alérgenos que desencadeiam as crises de rinite de cada um e tentar evitá-los. Isso pode incluir evitar ambientes com poeira, pelos de animais, ácaros e mofo, fumaça, sprays de limpeza, perfumes fortes.
  2. Ambientes arejados

Manter a casa bem ventilada, com as janelas regularmente abertas, para permitir a circulação de ar fresco. É bem-vindo evitar ambientes muito fechados e com muitas pessoas.

  1. Manutenção do ar-condicionado de casa e do carro

Os filtros devem ser higienizados rotineiramente. Observar a temperatura, evitar mudanças bruscas e temperaturas extremas. Conferir o controle da umidade do ar: se o tempo estiver seco, pode-se usar umidificadores e purificadores de ar.

  1. Higiene

Recomenda-se evitar uso de aspirador de pó e priorizar a limpeza com panos úmidos, além de remover fatores que eventualmente podem desencadear o quadro, como pó, ácaros, pelos de animais e cheiros fortes. Lavar as mãos regularmente com água e sabão ou usar desinfetante para as mãos também ajuda a conter a propagação de germes e infecções respiratórias.

  1. Vacinas

As vacinas disponíveis contra gripe e COVID-19 são importantes como mais uma forma para bloquear as doenças respiratórias.

  1. Hábitos saudáveis

Ter uma boa alimentação, manter exercícios físicos frequentes são ações fundamentais para manter o corpo saudável e mais preparado para os possíveis quadros infecciosos ou alérgicos. Sono adequado e gerenciamento do estresse também entram nessa lista.

  1. Cuidados com a umidade da casa e a hidratação do corpo

Beber bastante água para manter a hidratação adequada das vias aéreas, o que ajuda a prevenir o ressecamento e a irritação nasal. Um ambiente úmido em casa também pode ser benéfico, usando um umidificador, se necessário.

  1. Tabagismo

O tabagismo (ativo e passivo) pode agravar os sintomas de rinite e sinusite, além de aumentar o risco de infecções respiratórias.

  1. Acompanhamento médico

Consultar um médico especialista para um diagnóstico adequado e um plano de tratamento individualizado. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar o controle da rinite e da sinusite, bem como ajustar os medicamentos e tratamentos conforme necessários. Além disso, retirar o hábito da automedicação, que é uma tendência para quem está acostumado com essas questões respiratórias.

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Ana Paula

Sou Ana Paula Alcântara Porfírio, trabalho em horário integral como mãe, sou casada, com um príncipe chamado Júnior, tenho dois filhos a Manuella e o Arthur, que fazem meus dias mais felizes!

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